segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Governador e a piadinha homofóbica



O Governador do Estado do Paraná, Roberto Requião, disse recentemente durante programa da TV Educativa a seguinte frase: "A ação do governo não é só em defesa do interesse público, é [em defesa] da saúde da mulher também. Embora hoje câncer de mama seja uma doença masculina também, né? Deve ser conseqüência dessas passeatas gay",
A "piadinha" de conteúdo homofóbico tenta de forma irônica esconder o preconceito, mostra o desconhecimento elevado em representação da verdade. Assim, devemos prestar alguns esclarecimentos ao nosso querido governador Requião.
Apesar de os homens possuírem mama muito menor que a das mulheres, eles também podem desenvolver tumores na mama, sim governador. As volumosas e curiosas mamas que o senhor deve avistar nas paradas Gays são frutos de obras de implantes de silicone ou foram desenvolvidas com o uso de hormônios femininos. Além disso, parada gay não é só freqüentada por homens governador. Muitas mulheres participam, sejam ou não de opção homossexual.
Dessa forma governador Requião, o câncer de mama é algo que pode acontecer com homens, mulheres ou com homens e mulheres que participem ou não de paradas Gays.
Assim como no caso das mulheres, os índices de cura entre os homens estão diretamente relacionados à precocidade do diagnóstico, aquela velha história: O quanto antes a descoberta e o tratamento melhor as chances de cura da doença. Geralmente, esse tipo de câncer afeta homens na faixa dos 50 ou 60 anos. Assim governador, o fato do senhor não sair ou talvez não freqüentar paradas gays não o isenta de pertencer a uma população com maior risco de ter a doença.
A falta de informação em um mundo tão evoluído volta a imperar. Infelizmente, a maioria dos homens acredita que o câncer de mama é algo que diz respeito apenas às mulheres ou então, como afirma o governador do Paraná, que seja em decorrência da participação de paradas gays. Assim, a maior parte dos pacientes afetados dos pelo câncer tende a procurar ajuda apenas quando a doença se encontra em estado avançado, limitando as possibilidades de cura do paciente. Por achar que nunca terão a doença, os homens não fazem o auto-exame. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), surgem no Brasil pelo menos 250 casos de câncer de mama em homens todos os anos
Por isso caro governador, se o senhor desejar juntar-se ao movimento e balançar a bandeira arco-íris no ano que vem e participar de paradas Gays, fique a vontade. Com certeza, o senhor não terá câncer de mama por conta disso. Agora, cá entre nós. Pela sua idade é recomendável que se faça o auto-exame e que se consulte um profissional de saúde regularmente.
Amanda Rodrigues

Os pequenos livros

As fortes cores da bandeira francesa que decoravam o Hangar Centro de Convenções e o grande movimento de pessoas que se esbarravam umas com as outras por falta de espaço e em busca de uma melhor aproximação com os mais variados tipos de livro foram aspectos marcantes da XIII Feira Pan-Amazônica do Livro.
As pessoas transmitiam no olhar um desejo por algo novo, buscavam o diferente e os estandes que foram ampliados para 176 unidades abrigavam os mais variados tipos e tamanhos de livros, revistas, enciclopédias, dicionários, entre outros itens com a intenção de satisfazer este publico.
O estande dos menores livros do mundo era digno de admiração entre os que ali passavam. Entre os clássicos, os religiosos, os infantis e até mesmo os de poema do famoso Fernando Pessoa estavam à dúvida dos compradores por qual livro levar.
“Quero que minha filha aprenda a ler acho que vai ser fácil com este livro” alegou Dona Joanna Silva ao comprar um destes. Os livros que são produzidos no Peru variam entre sete e nove reais e são vendidos em mais de vinte países do globo nas principais feiras.
A principal diferença entre os livros comuns está no tamanho e no acabamento, mas a história é sempre a mesma afirma o representante peruano Elias Avilio. Trabalhando na área há três anos o representante peruano acrescenta: “Ainda não li todos os livros, mas procuro conhecer um pouco de cada história para saber o que indicar a meu cliente”.
As mulheres entre 25 e 30 anos compõem o perfil do público que mais adquire estes tipos de livro. “Eles são fascinantes, cabem na palma de minha mão e posso levá-los tranquilamente em minha bolsa” declara com entusiasmo Maria Lizete Bassalo que antes de ir embora comprou livros para todos os filhos.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Mudança de papéis.


" Aumento do número de leitos, de equipes do programa Saúde da Família, de equipamentos hospitalares e mais atenção aos ribeirinhos". Está foi a mensagem de capa publicada no informativo Notícias do Governo Popular.
As informações encontradas no informativo eram as mais variadas possíveis,mas todas apresentavam um ponto em comum: Divulgavam obras Governo do Estado da forma mais positiva possível.
Os dados expostos sobre os avanços alcançados até que me pareceram verdadeiros e de certa forma me trouxeram um ar de esperança por acreditar que nem tudo estivesse perdido.
Já diz o ditado: Alegria de pobre dura pouco.
Para minha maior surpresa ao terminar de ler o informativo choquei-me com o noticiário da TV: Menina de 3 anos vinda do interior na companhia da avó busca por socorro e é enviada a mais de cinco hospitais por falta de condições de atendimento. O caso só obteve solução quando a família da criança teve a iniciativa de procurar a ajuda da imprensa.
Termino o relato de minha indignação deixando a vocês um questionamento: Imagine quantos repórteres seriam necessários para resolver casos como este? Deveriam agora existir mais grupos de reportagens do que médicos para cuidar dos doentes? E os jornalistas passariam a estudar o corpo humano ao inves da lingua portuguesa?