quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Novo Estilo



O surgimento da escrita que inaugurou uma nova fase na história humana fez com que as narrativas orais feitas comumente por pessoas mais velhas na antiguidade acabasse por perder espaço no contexto social.
A capacidade de evolução do homem o fez produzir novos aparatos técnicos para sua sobrevivência. O modo como lemos e escrevemos na cultura digital: A chamada literacia mediática que é definida como sendo a capacidade de consultar, compreender, apreciar com sentido crítico e criar conteúdos nos meios de comunicação social é uma dessas formas.
Ela é indispensável para o desenvolvimento de uma cidadania plena pricipalmente por que oferece aos cidadãos a possibilidade de apreenderem a dimensão cultural e económica de todos os tipos de mídia ligados às tecnologias digitais (televisão, cinema, vídeo, sítios Web, rádio, jogos vídeo e comunidades virtuais).
A conexão dos atores da comunicação numa mesma rede criou uma relação totalmente nova com os conceitos de contexto, espaço e temporalidade. O que deu origem ao que chamamos de cibercultura:forma sociocultural que advém de uma relação de trocas entre a sociedade, a cultura e as novas tecnologias de base micro-eletrônicas surgidas na década de 70, graças à convergência das telecomunicações com a informática, sendo este, um termo utilizado na definição dos agenciamentos sociais das comunidades no espaço eletrônico virtual.
O mundo está em constante evolução e aquele que não evoluir junto ficará a merce de todo processo social. Talvez as histórias que encantavam e formavam opiniões fossem de fundamental importância para preservação de crenças e valores mas, hoje, o “ser educado” é aquele que melhor domina os instrumentos simbólicos do poder, o aparato de maior prestígio: as tecnologias.
Domine “esse mundo” e não permita que ocorra o contrário.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A mistura paraense

A tradicional feira do miriti que ocorreu nos dias 8 a 12 de outubro, na semana que antecede o círio, na Praça Waldemar Henrique trouxe a Belém o colorido retratado nos tradicionais brinquedos de miriti, arte que ganha novas formas e tratamento, movimentando a economia de Abaetetuba.

O resultado do trabalho de 148 artesãos em 48 barracas deu origem a 9º edição da feira do miriti que contou com o apoio do SEBRAE, Prefeitura de Belém e Abaetetuba, Governo do Estado, Banco da Amazônia e outras instituições. Sendo está digna de destaque por sua organização segundo a paraense Leandra Vidal que prestigiava a feira.

Os brinquedos que são confeccionados com criatividade por artesãos com a ajuda de seus familiares ajudam a manter viva parte importante da cultura paraense. “Todos já devem ter ganho quando criança um brinquedo de miriti, aquela cobrinha então, por isso é muito importante sempre fazer memória desses dados”,é o que afirma a pedagoga Vera Bentes ao ser perguntada sobre a importância de se fazer a feira.

Os artesãos que trabalham bastante para produzir uma boa quantidade de brinquedos para venda ainda não conseguem retirar o sustento de sua família apenas deste trabalho, mas de acordo com o produtor Raimundo Costa conhecido por todos como o famoso CANTA GALO com preços acessíveis ao bolso de quem compra (de R$ 2 A 20 reais) e com humor e alegria o sucesso de vendas é garantido.

A ligação existente entre a feira do miriti e a tradicional festividade de Nossa Senhora de Nazaré também é fator contribuinte para o sucesso de vendas, já que a programação atrai visitantes de todas do globo que ao chegarem na cidade movidos pela descoberta de novos conceitos religiosos acabam por conhecer novos conceitos culturais. “Essa ligação é tão forte que se fossem tirados os brinquedos de miriti e a corda que são elementos de tradição do Círio, por exemplo, a santa iria andar sozinha”, afirma o organizador do evento Desidério Neto.

O sucesso da feira e o reconhecimento do trabalho dos artesãos dependem dos visitantes da feira. O lucro aproximado de R$ 270 reais foi superior ao do ano anterior, mas para que isso continue acontecendo é necessário que a própria população local tome conhecimento de que este evento é participante ativo de nossa cultura e que prestigie mais vezes o evento, já que, a maioria dos visitantes são pessoas vindas de fora que vem para acompanhar o círio.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A arte de ser Jornalista.

Vivem a perseguir celebridades, sempre interessados nas fraquezas humanas e invasores de privacidade para obter uma informação que sirva de entretenimento fútil para vender notícias. É essa a imagem que algumas pessoas tem sobre nós, jornalistas.
Quem está neste ramo, pode dizer que isso não é verdade. Como os médicos competentes, os melhores jornalistas aprenderam a deixar de lado parte de sua humanidade, mas isso não os torna insensíveis ou desdenhadores da mau alheio.
O jornalista dá ao público o que ele quer. É parte da história satisfazer o mercado, se não acontecesse desta forma um jornal que ninguém compra ou uma estação de televisão que ninguém assite não existiriam.
"Assim como os médicos, os soldados, e os policiais, os jornalistas estão entre os seletos grupos autorizados a causar danos". Este é um trecho do texto Jornalista é gente de Rosa Anne Cruz Mendes de Abreu que busca mostrar o que há por trás da profissão de jornalista.
Os profissionais desta área quando não nomeiam corretamente suas fontes tem este poder, mas é importante ressaltar que este é um dano necessário - de certa forma. Nas sociedades onde há uma imprenssa agressiva, o medo de ficar exposto à opinião pública faz com que o governo e corporações ajam de forma saudável por exemplo.
Ser jornalista é ter o dom de se manter sempre humano!